William Mendonça
POESIA, PROSA, MÚSICA E TEATRO
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A AREIA FINA

Meu olhar amanheceu
Chuvoso, na feia janela
Do quarto de amar.
Busquei o desenho
Em que te fiz obra minha,
E então te lembrei ...

Tuas mãos me chamavam,
Teu corpo imerso na areia fina do tempo
Sustentava meus desejos,
Confortava o rosto.

Na televisão, o chiado característico
Do tempo passado
(lembrei de algum seriado antigo,
e perdi as certezas da vida
nas viagens que não fiz)

Ainda havia do quarto
Um resto de ti,
Um brilho vago,
Ou seria um sonho?

No último ato
Levaste em teu colo
A areia fina do tempo,
E hoje eu amanheço
Como se fosse noite ...

William Mendonça
Enviado por William Mendonça em 30/09/2007
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