William Mendonça
POESIA, PROSA, MÚSICA E TEATRO
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CARA

E se o galo cantar
pela terceira vez,
não diga que eu te neguei
- Pô, cara,
eu sou de uma fidelidade
à toda prova!
Tá certo que às vezes
eu deslizo
e capoto nas curvas infindáveis
dessa tua estrada,
mas eu tento,
me esforço mesmo,
pra não te esquecer nas palavras
que a gente já não diz
(cada dia se inventa outra moda
outra gíria,
e vira uma barra
cantar tuas boas novas
neste apocalipse now que me deixaram
nas mãos ...)
Tem muita criança perdida por aí,
cara,
e eu nem sei
por onde começar a gritar.
Mas ao menos pro teu grito
eu sempre terei abrigo
numa das manjedouras
da minha alma

- Volta logo, cara! 

(1987)
William Mendonça
Enviado por William Mendonça em 26/12/2006
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